Reforma Universitária de Córdoba completa 90 anos



Cartagena.-
Há 90 anos da Reforma Universitária de Córdoba, o movimento estudantil latino-americano foi representado hoje na mesa redonda dedicada a este tema durante a Conferência Regional de Educação Superior –CRES 2008, que acontece em Cartagena, Colômbia.

Estudantes e professores analisaram os avanços que a universidade moderna teve desde que, em 1918 a juventude universitária de Córdoba, Argentina, iniciou um movimento onde rapidamente aderiram pessoas de todo o continente que lutavam por uma autêntica democratização do ensino. Este movimento foi chamado de Reforma Universitária. Depois da reforma as universidades adquiriram caráter autônomo.

Representando os estudantes, Luis Arcia Valdez da Organização Continental Latino-americana e Caribenha de Estudantes (OCLAE) fez a apresentação do evento. Em seguida, Mariano Marquinez, estudante da Argentina fez uma retrospectiva das causas que geraram a reforma de Córdoba e comentou sobre os lucros alcançados.

“Com a reforma universitária garantiu-se na Argentina e em toda a América Latina, a instalação de uma universidade bem mais participativa, os estudantes começaram a participar do co-governo das universidades, começaram a ser geradas cátedras paralelas para expressar as diferentes linhas de pensamento, começou-se a discutir a necessidade das universidades aprofundarem na investigação e que essa investigação tivesse uma função social”, disse Marquinez

Em seguida Pablo Gentili da Argentina, comentou durante sua apresentação que “O movimento reformista que se iniciou em 1918 coloca em evidência a necessidade de que toda reforma implica em um processo de reflexão e intervenção, uma praxe de transformação.” E agregou que “As universidades devem ser pensadas para constituir nos processos de transformação social.”

O convidado especial da mesa, o reitor da Universidade da República do Uruguai, Rafael Guarga, falou sobre a proposta da Organização Mundial de Comércio de pretender categorizar a educação como um intercâmbio comercial e não como um bem público- que é a proposta que se fez na Conferência Regional de 1996 e a Conferência Mundial de 1998-. Para defrontar a esta pretensão da OMC, o Doutor Guarga, expressa a idéia de criar um observatório no Instituto Internacional da UNESCO para a Educação Superior na América Latina e Caribe- IESALC- que informe a toda a região o que está ocorrendo em cada um dos países.

Expuseram também suas idéias Marcia Nova de Cuba, e Hernán Trebino de Argentina.
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