
Cartagena.- Avaliações, opiniões e debates realizados durante a Conferência Regional para a Educação (CRES 2008), evento que reúne, desde a última quarta-feira, 4 de junho, em Cartagena das Índias, Colômbia, cerca de 3.500 representantes de 33 países. Há muitas divergências, que deverão ser acolhidas pela declaração final da CRES 2008, que será apresentada hoje, pela manhã aos ministros e vice-ministros de Estado presentes ao encontro e também à plenária, mas uma posição parece ser unânime: a de que não existe desenvolvimento econômico sem aporte de recursos e apoio institucional à ciência e tecnologia.
Mas o consenso também carrega divergências em relação ao tema, amplamente debatido durante a mesa-redonda “Educação superior, ciência, tecnologia e inovação” e a sessão temática “A educação superior na sociedade do conhecimento”, realizadas nesta quinta-feira, 5 de junho. A convergência de opiniões que existe em relação à importância do papel da ciência e da tecnologia para a conquista do desenvolvimento humano, não se traduz em consenso em relação ao conceito de qualidade.
O consenso está em relação à importância dos países da América Latina e do Caribe precisam ampliar e diversificar os conceitos de pertinência e sua relação com a qualidade e da ciência, mas para muitos as instituições de ensino superior não devem sacrificar a qualidade da investigação em razão da pertinência social. Por outro lado, há aqueles que estabelecem uma relação direta entre a qualidade e a pertinência social. Ou, em outras palavras, não há qualidade, sobretudo para os países da América Latina e do Caribe, sem pertinência social.
Também tem sido unânime entre os participantes a necessidade da união de esforços para a promoção do desenvolvimento científico e tecnológico. Conferencistas e debatedores têm defendido a importância da integração entre governo, setor privado e universidades. Além disso, também tem se destacado a relevância das associações de caráter internacional entre as instituições de ensino superior. |